Sex. Jan 16th, 2026

Com a aproximação de 2026, o cenário digital promete uma verdadeira revolução, indo desde o drama real aos grandes blockbusters do cinema. As estreias mais aguardadas do ano e as novas dicas de streaming exigirão dispositivos cada vez mais robustos, capazes não apenas de reproduzir conteúdo com fidelidade, mas também de capturar a realidade com precisão cinematográfica. É nesse contexto que surgem as informações mais recentes sobre a próxima grande aposta da Huawei.

Um Salto Gigantesco na Fotografia Móvel

Informações de bastidores indicam que a gigante chinesa está trabalhando intensamente no seu próximo smartphone topo de linha, o Huawei Pura 90 Ultra. O grande destaque do dispositivo reside na sua aposta ousada para o conjunto óptico: uma câmera de 200 MP desenvolvida em parceria com a SmartSens.

Ao contrário do que o mercado costuma praticar, a Huawei parece ter optado por não utilizar lentes das renomadas Sony ou Samsung para o seu sensor de super teleobjetiva. A escolha recaiu sobre a SmartSens, uma marca que, embora menos conhecida pelo grande público, promete entregar resultados surpreendentes com o sensor SCC80XS. Esta unidade periscópica, construída em um processo de 22nm, deve representar um avanço significativo em relação à geração anterior, especialmente no que tange à fotografia com zoom de longo alcance e estabilização de imagem.

Detalhes Técnicos do Novo Sensor

A fornecedora descreve o SCC80XS como um sensor de imagem CMOS de alta performance, projetado especificamente para smartphones avançados. Com um formato de 1/1.28 polegadas e pixels de 0.61 micrômetros, o componente atinge uma eficiência quântica de cerca de 80%. Um dos pontos altos é a capacidade de gravação de vídeos em 4K a 120 quadros por segundo (FPS), mantendo baixos níveis de ruído, o que é ideal para criadores de conteúdo que buscam qualidade profissional.

Além da teleobjetiva, especula-se que o Huawei Pura 90 Ultra virá equipado com uma lente principal de 50 MP e um sensor de 1 polegada. Há rumores sobre o suporte a abertura variável, embora os fornecedores ainda não tenham confirmado esses detalhes. A postura da empresa reflete uma abordagem cautelosa nas decisões de imagem antes do início da produção em massa, visando competir agressivamente no segmento de fotografia computacional.

A Trajetória da Evolução: Um Olhar Sobre o Passado Recente

Para compreender a magnitude das especificações esperadas para o Pura 90 Ultra e os flagships de 2026, é válido observar o caminho percorrido pela indústria. Há poucos anos, especificamente em modelos lançados por volta de 2019, o padrão de “ficha técnica” para dispositivos acessíveis era radicalmente diferente, focado no essencial para o dia a dia.

Naquela época, um dispositivo robusto de entrada operava com o sistema Android 9 (Pie) sob a interface EMUI 9.0. O processamento ficava a cargo de um chipset Helio A22 da MediaTek, um Quad Core de 2 GHz, apoiado por uma GPU PowerVR GE8320 e modestos 2 GB de memória RAM. O armazenamento interno girava em torno de 32 GB, com possibilidade de expansão via Micro SD.

As telas, que hoje buscam resoluções 2K ou 4K, eram painéis IPS LCD de cerca de 6 polegadas com resolução HD+ (720 x 1560 pixels) e densidade de 282 ppi. No departamento de câmeras, onde o futuro Pura 90 promete 200 MP, o padrão anterior oferecia sensores traseiros de 13 MP com abertura F 1.8 e gravação em Full HD a 30 fps. As selfies contavam com câmeras de 8 MP.

A conectividade também evoluiu drasticamente. Enquanto os modelos mais antigos ainda dependiam de conexões Micro USB 2.0 e Wi-Fi padrão 802.11b/g/n, sem suporte a NFC ou giroscópio, os novos dispositivos integram tecnologias de ponta para transferência de dados. Baterias de lítio na casa dos 3000 mAh eram suficientes para alimentar aquele hardware menos exigente, uma realidade distante das demandas energéticas dos processadores atuais.