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O MP3 não está morto, entenda o porquê

O Fraunhofer Institute for Integrated Circuits, entidade alemã que detém as patentes do MP3, anunciou no último mês que encerrou o programa de licenciamento desse que foi o formato de áudio mais popular nos últimos anos.

O anúncio gerou uma certa confusão na cabeça do público, principalmente pela forma como a informação foi propagada. Alguns veículos chegaram a dizer que por conta disso o popular formato de áudio, que começou a ser desenvolvido ainda nos anos 80, estava oficialmente morto. Sendo que o que pode acontecer é justamente o contrário: o MP3 ficar mais cada vez mais popular, pois se antes as fabricantes de MP3 players e de demais equipamentos de áudio com suporte a ele precisavam pagar royalties ao instituto, agora não precisam mais.

É triste ver alguns veículos anunciando de forma sensacionalista a morte do MP3. Se alguém vai matá-lo, pode ser que sejam os serviços de streaming ou a popularização de um formato mais avançado, como o AAC (Advanced Audio Coding), que o próprio instituto ajudou a criar e o recomenda. Muitos smartphones inclusive já gravam e reproduzem AAC nativamente, sem a necessidade de um player específico.

Carioca, jornalista, empreendedor e nerd. Amante de games e de retrocomputação. Editor do site RetroBased e proprietário da loja virtual Retro Mall. No YouTube, faz resenhas de itens ligados a micros antigos, consoles clássicos e retrogames.
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